Depois das muletas… FisioTERAPIA 3 Dezembro, 2009
Posted by Jornalisticamente Incorreta in Viagens.trackback
Ele servia de muletas à minha auto-estima. Larguei-as. Ando por mim mesma. Nem sempre com firmeza, é certo, mas já não preciso dele. Isso é o que importa nesta nova etapa. Tenho um mundo de caminhos para descobrir. Tanto tempo dependi de olhos que não eram meus e agora enxergo sozinha. Perfeição não existe. Não em mim, não nele, não em qualquer pessoa que a vida trouxer. Amadurecer é difícil, exige mudanças e mudanças não têm certificado de garantia. Tudo o que elas trazem é a certeza de que nada, nem que se volte atrás, nunca será como antes. E não ser como antes costuma ser fantástico.
É ano novo em mim e, sem promessas ou resoluções mirabolantes, quero mudar. Sem medos. Apenas com a certeza de que não tenho certeza alguma e quero ser feliz. Viver é isso. Buscar a felicidade a cada dia. E ser feliz é isso: conquistar a si mesmo, a cada dia, entendendo e sentindo a beleza e a vida que há no universo ao redor, no estado de viver em si. Não existe felicidade plena e eterna. Não existe beleza completa. Não existe perfeição. E a felicidade, a beleza e a perfeição estão justamente nessa incompletude do mundo, nesse estado de evolução constante.
E eu não quero parar.
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