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Diário (póstumo) de bordo 14 Março, 2009

Posted by Jornalisticamente Incorreta in Criatividades e maluquices.
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Acabou que não escrevi no blog desde que voltei de Natal. A viagem foi linda, os roteiros inesquecíveis. Acho que merece um diário de bordo “póstumo”. Em todos os dias aconteceu algo no mínimo divertido ou inusitado e é por isso que resolvi contar algumas bobeirinhas. Vou postar aos poucos, pois, quando se trata de contar casos, tenho sérios problemas com objetividade! Talvez na tela do computador minhas histórias não tenham tanta graça, mas pelo menos vão dar uma idéia do que passei. E para quem não conhece o Rio Grande do Norte, pôxa… vai lá! Você não sabe o que está perdendo!

1º dia:

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Na falta de namorados ou de uma turma maior, fomos eu e Carol (nome fictício), minha amiga de infância. Precisávamos estar no aeroporto às seis da matina, o que significava muito sono, mas não exatamente pouca disposição. Afinal, pra quem trabalha cedo todos os dias, acordar às 4h30 para ir a Natal é realmente estimulante.

Lá fomos nós, então, arrastando nossas malas gigantes. Eu, em particular, me recuperando do incidente em que deixei a minha, já cheia, cair no meu pé. O peso máximo da bagagem individual é de 23 quilos. Confesso que tive receio de ultrapassá-lo, mas fiquei feliz ao ver o número na balança: 14. Quase nada perto dos “imensamente maiores” 16 quilos da mala da minha amiga (me vangloriei muito dos dois – DOOIS!- quilos a menos). De qualquer maneira, aquilo queria dizer que, somando-se os dois pesos, ainda tínhamos direito a 16 quilos de compras em Natal. \o/


Na sala de embarque, resisti bravamente ao cheiro de pão de queijo que invadia minhas narinas. Principalmente, depois de constatar que um suco de caixinha 180 ml custava em torno de R$ 5 (valor que, em lugares normais, eu pago pelo litro).

Pois bem. Já devidamente acomodada no avião, decidi recuperar o sono perdido, ou pelo menos tentar, já que ao meu lado estava um moço um tanto quanto fofinho (beeem fofinho), que acabava ocupando um pouquinho do meu espaço. O vôo foi tranquilo, só uma turbulência mais ousada me assustou, e o moço fofinho era gente boa. Acabou nos dando algumas dicas sobre a cidade.


No desembarque, uma surpresa: onde estava o sol da Cidade do Sol? O tempo estava nublado e ventava bastante. Aquilo não me afetou muito, de qualquer forma. Eu estava em Natal, oras! Aquilo haveria de ser passageiro.


No ônibus que nos levou ao hotel, fomos os penúltimos passageiros a serem deixados. Isso, no fim das contas, teve suas vantagens: fizemos um primeiro “tour” pela cidade e acabamos conhecendo um jovem casal conterrâneo, que ficaria no último hotel. Formou-se ali um quarteto imbatível. Eles foram nossos companheiros em quase todos os passeios pelas terras potiguares.


No hotel, depois da empolgação inicial com o quarto, que era enorme e tinha uma varanda impressionantemente perto do mar, tomamos um banho e resolvemos sair para comer. Na recepção, descobrimos o número do ônibus que seria, nos próximos dias, nosso grande e problemático companheiro, o 56. Sempre cheio, com poucos horários, motoristas mal humorados e metidos a corredores de Fórmula 1.


Depois de cansar nossa beleza à espera do 56 e ouvir muitas buzinas de motoristas que passavam pela quase deserta Via Costeira, chegamos ao Praia Shopping, nosso shopping oficial durante a estada na cidade. Reconhecemos o terreno e decidimos almoçar em um self-service ao lado, pois seria uma opção mais barata e rápida. Àquela altura, já eram quase três da tarde e nossos estômagos não estavam muito pacientes.


Justamente pelo avançado da hora, as “panelas” estavam quase vazias, mas comemos o que tinha. No meio do almoço, começou o temporal. Olhávamos para o lado de fora extasiadas. Difícil acreditar que planejamos tudo com tanta antecedência e saímos de tão longe para encontrar a Cidade do Sol debaixo d’água. Não era uma simples chuva. Era uma tempestade.


Quando amenizou, saímos do restaurante, passeamos no shopping e fomos a um centro de artesanato que ficava lá perto. Enoooorme. Quatro andares de lojas e muitas, muitas, muiiitas tentações. Já havíamos nos “esquecido” da chuva, quando, no caminho para o hotel, uma jovem natalense nos lembrou: “Aqui não costuma chover, mas, quando começa, vai a semana inteira”. Oh my God! Pânico geral.


(…)

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